
"A Europa, com as suas infindáveis guerras religiosas e nacionalistas, as suas matanças, o seu individualismo feroz e a sua luta pela liberdade, atravessada por toda a espécie de violências e contradições -- inquisição, Impérios, colonialismo, racismo, anti-semitismo -- a Europa revolucionária do século XVIII e XIX, de Robespierre, de Freud, de Wagner, de Marx, do comunismo, do anti-comunismo, dos fascismos, das repúblicas laicas, das monarquias democráticas é, mesmo agora, na era da globalização, o nosso inconsciente e a nossa relação carnal com o mundo. Assim "na arte, na pintura como na música, não se trata de reproduzir, ou inventar formas, mas de captar forças" diz Deleuze, em Francis Bacon, A Lógica da Sensação, e acrescenta, "a arte figurativa não existe". A arte na Europa, através dos séculos, fala de arte. E a política insiste sempre em falar de arte. Um romance é uma forma livre que pode optar por não ser uma descrição hipoteticamente próxima da "realidade social", cingindo-se unicamente a esta; na verdade poderá entrar num caminho cheio de alçapões que fazem parte do canone de uma determinada época. Este romance concebe-se, pelo contrário, como um espaço de exuberância, equivalente a qualquer espaço ou meio que um artista defina, (o diagrama), para nele se ler, e ler o mundo"--Publisher's description.
Page Count:
331
Publication Date:
2016-01-01
ISBN-10:
9728481519
ISBN-13:
9789728481513
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