
A vida é como o jogo de cubos que as crianças aprendem a jogar. Um cubo tem várias faces. Na vida mostramos a face que nos apetece, a que nos deixam, ou a que nos pedem, ou a face de acordo com a circunstância e a exigência do momento. Procuramos a face certa para o jogo. Construímos a vida, como construímos o jogo, viramos face a face até obtermos um resultado, uma resposta, uma solução, ou um objectivo. Temos faces coloridas e faces sombrias. Não é um jogo fácil, não é simples. Enquanto viramos as faces do cubo, há encantos e desencantos e há o encanto de andarmos por cá. Gosto do jogo dos sorrisos. Sorrio para o espelho onde me vejo e sorrio para mim. Sorrio para quem não me vê, porque olha para o telemóvel... Há quem já nem saiba quanto vale um sorriso. Eu sorrio para tudo. Gosto do jogo do brilho da luz que invade a manhã e perdura até à hora áurea que nos traz calma e leva as penas do dia na despedida do sol. Penas adormecidas na sombra até ao outro dia. Gosto do jogo da brincadeira do sol e da lua, brilhas tu agora, a seguir brilho eu. Gosto do jogo dos sonhos. Adoro ver o jogo realizado e o sonho construído. Mas o jogo dos sonhos não termina. Gosto do jogo da beleza. Beleza e delicadeza rimam. Não gosto do jogo da incerteza. Incerteza e tristeza, rimam. Construímos o jogo de cubos e vemos a vida a acontecer. Viramos faces coloridas e faces sombrias. Há encantos e desencantos e o encanto, nem sempre, de andarmos por cá.
Page Count:
180
Publication Date:
2024-08-05
ISBN-10:
9893783054
ISBN-13:
9789893783054
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